O Espiritismo

“O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.” Allan Kardec em “O que é o Espiritismo”

Sobre o sofrimento

conhecimento da dor

O ensinamento dos espíritos, sistematizado na Doutrina Espírita, esclarece que todos nós, encarnados na Terra, aqui estamos transitoriamente. Temos, no passado, inúmeras existências que ajudaram a entrelaçar os liames que nos ligam, na vida atual, a esta ou aquela pessoa, a esta ou aquela situação.

Ressaltam, os Mensageiros do Além, que existe uma lei, que poderíamos chamar de Lei de Causa e Efeito, que nos responsabiliza por todas as ações que encetamos nestas diversas transmigrações, dando a cada um na medida de suas obras.

Assim, todas as situações que nos causam sofrimento, segundo os amigos espirituais, tem uma razão de existir. Muitas vezes encontramos tais razões na vida atual, fruto de decisões equivocadas, de ações imprevidentes, de nossa vaidade ou de nosso egoísmo.

Em outras ocasiões, entretanto, somos submetidos a provações e dificuldades sem que o motivo nos pareça claro. Muitas vezes nos tomamos por esquecidos ou até injustiçados perante a justiça divina.

São nesses casos que o conhecimento oriundo da Doutrina dos Espíritos se mostra de inestimável valor, nos alertando que toda dor injustificada pelas nossas ações atuais tem sua gênese em compromissos assumidos nas existências pretéritas. Tais expiações são frequentemente solicitadas por nós antes de nosso reencarne, pois são necessárias ao nosso reequilíbrio espiritual.

Portanto, a primeira postura que devemos ter perante as provas que a vida nos apresenta é a da aceitação. Aceitar a dor significa que já somos capazes de entender nossa condição de espíritos eternos, necessitados do remédio amargo que nos possibilitará alçar voos mais altos, quando convalescermos de nossas moléstias espirituais.

Adicionalmente, precisamos mudar nossa visão de mundo. Como espíritos eternos não deveríamos circunscrever nossos anseios à brevidade de uma encarnação humana. Cabe a nós criar uma visão transcendental da vida, reconhecendo nossa realidade “pluriencarnacionista”, e não darmos tanto valor às coisas transitórias de nosso mundo material. Cerca de 500 antes de Cristo, o iluminado príncipe Sidarta Gautama já nos ensinava que o sofrimento era consequência direta do apego.

Desta forma, para sofrermos menos, precisamos elevar nossos pensamentos acima da transitoriedade do mundo. Se por um lado o nosso atual estágio evolutivo nos impõe o esquecimento do passado para que possamos reparar os erros, amando àqueles que odiamos em outras experiências, temos, na Doutrina dos Espíritos, o esclarecimento, o consolo e os instrumentos para aprendermos, aceitarmos e trabalharmos para a edificação de um futuro feliz.

Cirurgias intra-útero

Qual a explicação do Espiritismo para as doenças congênitas que são operadas intra-útero?

Por Guilherme Riccioppo Rodrigues

R.: Com o evoluir da medicina terrestre, têm surgido técnicas para o tratamento de doenças congênitas ainda intra-útero, reduzindo o risco de morte e sequelas se compararmos com os procedimentos realizados após o nascimento.

Mas qual seria o sentido, então, da existência destas doenças, passíveis de tratamento de forma tão precoce?

A questão número 354 do Livro dos Espíritos aborda um tema próximo à questão acima levantada:

“354. Há, de fato, como o indica a Ciência, crianças que já no seio materno não são vitais? Com que fim ocorre isso? “

Nesta questão, Allan Kardec pergunta sobre o porquê de casos de espíritos que reencarnam com doenças congênitas que são incompatíveis com a vida, logo evoluindo para o desencarne, minutos a dias após o nascimento.

Se a medicina terrestre tivesse alcançado, em 1857, o nível tecnológico que possui hoje, certamente Kardec teria incluído a pergunta que abre este texto no grupo de questionamentos do Livro dos Espíritos.

Tanto no caso de doenças incompatíveis com a vida, quanto naquelas compatíveis e que deixam sequelas, quanto ainda nas que são passíveis de tratamento intra-útero, cabe a resposta do Espírito de Verdade:

“(…) Deus o permite como prova, quer para os pais do nascituro, quer para o Espírito designado a tomar lugar entre os vivos.” 

Ou seja, trata-se de prova ou expiação, tanto para o espírito reencarnante quanto para os pais, que poderão se submeter ao desencarne prematuro, aos defeitos congênitos ou, nos casos relativos à questão desta página, às aflições da dúvida perante um tratamento de risco e a todos os cuidados pré, peri e pós-operatórios necessários.

Embora uma situação possa parecer extremamente complicada ou insolúvel, resta-nos confiar na sabedoria Divina, que nos provê daquilo que necessitamos à nossa evolução. A depender do merecimento, oriundo de vitórias ou méritos pretéritos, ou, ao contrário, da necessidade de resgate e aprendizado, teremos o desfecho inevitável, dentro da Lei de Justiça, a que todos nos submetemos, pois assim nos elucida Pedro, em sua primeira epístola: “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.” 1 Pedro 4:8

Aborto

Por Tácito Elias Sgorlon

A PRÁTICA DO ABORTO FAZ PARTE, INFELIZMENTE, DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, DESDE A CHINA ANTIGA TEMOS PRESCRIÇÃO DE SUBSTÂNCIA QUE LEVAM AO ABORTAMENTO; NA GRÉCIA ANTIGA ARISTÓTELES NÃO CONDENAVA O ABORTO, VISÃO ESTA DIFERENTE DE HIPÓCRATES QUE SEMPRE CONDENOU O ABORTO SENDO CITADO NO “JURAMENTO DE HIPÓCRATES” : ”… Não darei a nenhuma mulher um remédio abortivo…”.

NA IDADE MÉDIA, APESAR DE UMA DOMINAÇÃO RELIGIOSA DA HUMANIDADE, O ABORTO ERA REALIZADO, PRINCIPALMENTE, POR 2 MÉTODOS: QUÍMICO QUE CONSISTIA EM TOMAR VENENO E FÍSICO , QUE A MULHER LEVAVA TRAUMAS NO ABDOMEM PARA PROVOCAR A EXPULSÃO FETAL.

NA RENASCÊNCIA, INICIA OS ESTUDOS E DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO MÉDICO E EM 1750 INICIA A PRIMEIRA TÉCNICA PARA DILATAR O COLO UTERINO E REALIZAR ABORTO. EM 1827, KARL EMST DESCREVE A CONCEPÇÃO E A PARTIR DESTE CONHECIMENTO, TEMOS A DISCUSSÃO CIENTÍFICA-FILOSÓFICA-RELIGIOSA DE QUANDO COMEÇA A VIDA.

A GRANDE PERGUNTA QUE TEMOS QUE RESPONDER PARA CARACTERIZAR A PRÁTICA DO ABORTO É: QUANDO INICIA A VIDA HUMANA? CADA PENSAR CIENTIFICO-FILOSÓFICO OU RELIGIOSO-FILOSÓFICO, RESPONDE ESTA PERGUNTA COM CONVICÇÃO PRÓPRIA MAS A MAIORIA DOS LIVROS MÉDICOS DE EMBRIOLOGIA E A PRÓPRIA DOUTRINA ESPIRITA, TEM O PENSAMENTO QUE A VIDA INICIASSE NA FECUNDAÇÃO; A PARTIR DESTE PONTO O GLAMUR DA VIDA HUMANA TEM SEU PONTO INICIAL EM SUA SUCESSÃO DE DIVISÃO E DIFERENCIAÇÃO CELULAR QUE CARACTERIZA O SER HUMANO EM ESTADO EMBRIONÁRIO SENDO QUE O CÉREBRO EMBRIONÁRIO PRODUZ 200.000 NEURONIOS/ MINUTO.

COMO UMA ÚNICA CÉLULA SE DIFERENCIA EM DIVERSOS TIPOS DE TECIDOS COM FUNÇÕES DIFERENTES?

A RESPOST ESTA NO PERISPÍRITO, SEM A ESTRUTURA PERISPIRITUAL, NÁO TEMOS DIFERENCIAÇÃO CELULAR E CONSEQUENTEMENTE VIDA .ASSIM, A VIDA INICIA SUA TRAJETÓRIA, NO MOMENTO QUE O ESPIRITO SE LIGA A CÉLULA PRIMÁRIA,OU SEJA, NA FECUNDAÇÃO.TUDO QUE FIZERMOS PARA INTERROMPER ESTE PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA VIDA APÓS A OCORRÊNCIA DA FECUNDAÇÃO, ESTAMOS REALIZANDO UM ABORTO.DESTA FORMA O USO DE “PILULA DO DIA SEGUINTE” E O “DIU”(DISPOSITIVO INTRAUTERINO), QUE É TANTO INCENTIVADO NO BRASIL, CARACTERIZA UM ATO ABORTIVO POIS ESSES DOIS MÉTODOS DE ANTICONCEPÇÃO, NÃO IMPEDEM A FECUNDAÇÃO, DIFERENTE DO ANTICONCEPCIONAL ORAL QUE INIBE A OVULAÇÃO E NÃO PERMITE A FECUNDAÇÃO.

NO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO DE 1940, DIZ: “Não se pune o aborto se não há outro meio de salvar a vida da gestante e ou se a gravidez ressulta de estupro”. A DOUTRINA ESPÍRTA CONCORDA, USANDO O BOM SENSO, QUE SE O RISCO DE MORTE MATERNA É ELEVADO , DEVEMOS INTERROMPER A GESTAÇÃO, MAS COM RELAÇÃO AO ESTUPRO ? ESSE ATO INSANO E DESCABÍVEL QUE PODE LEVAR A UMA GRAVIDEZ ; SERÁ QUE TEMOS O DIREITO DE ACABAR COM UMA VIDA ? DE UM ERRO QUE É O ESTUPRO, IREMOS FAZER UM OUTRO GRANDE ERRO? OS NOSSOS DESABORES , DECEPÇÕES E TRAUMAS LEGITIMIZA MATAR? A DOUTRINA ESPÍRITA NÃO CONCORDA COM O ASSASSINATO, O ESPIRITISMO LUTA PELA VIDA.

UM OUTRO PONTO QUE DEVEMOS CONSIDERAR, COM RELAÇÃO AO ABORTO E QUE NÃO VEMOS NA MIDIA, NA SOCIEDADE É COM RELAÇÃO AO ASPÉCTO PSICOLÓGICO DA MÃE QUE REALIZOU O ABORTO. A MAIORIA DAS MULHERES PASSA POR PROCESSOS DEPRESSIVOS, DESORDENS NERVOSSAS, INSÔNIAS, NEUROSES, NERVOSSISMO, FRUSTAÇÕES, CULPABILIDADE, AVERESÃO AO MARIDO OU NAMORADO, PERDA DO DESEJO SEXUAL, PERDA DA AUTO ESTIMA PESSOAL PELA DESTRUIÇÃO DO PRÓPRIO FILHO, DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS ENTRE OUTRAS.

SE AS COISAS SÃO FEITAS PARA SEREM USADAS E AS PESSOAS PARA SEREM AMADAS, PORQUE AMAMOS AS COISAS E USAMOS AS PESSOAS?NA VERDADE AINDA, A HUMANIDADE ESTA LONGE DOS ENSINAMENTOS DO CRISTO, QUE PRECISAMOS AMAR A VIDA E AMAR O NOSSO PRÓXIMO.

 

TÁCITO SGORLON

DOENÇAS ESPIRITUAIS

 Por: Tácito Elias Sgorlon                                                                               

O Objetivo Espírita

O Espiritismo é uma doutrina que introduz  ao nível do conhecimento médico um vastíssimo campo de estudo ampliando diagnósticos e introduzindo uma nova compreensão para justificar a razão do sofrimento que a doença nos traz.

Entretanto, o Espiritismo não veio para competir com qualquer especialidade médica e sua principal atuação não é a de produzir curas. Com muita freqüência, seus adeptos, o utilizam com esses propósitos, sugerindo na sua busca, o consolo e a cura das doenças. Seu papel, primordial, é o de iluminar e esclarecer, para que cada criatura promova por si próprio, sua reeducação espiritual. Sem reforma íntima não vai ocorrer  progresso nem cura. Neste sentido, as doenças são compreendidas como lições com grande potencial de transformação e trazem oportunidades de renovação e crescimento espiritual.
Uma Anamnese Voltada para a Espiritualidade

A maioria dos nossos pacientes aceita muito bem um diálogo com o médico sobre sua espiritualidade. De maneira geral nosso povo, por crendice ou sabedoria mesmo, reconhece que muitas doenças tem alguma coisa a ver com a espiritualidade, ou como causa, ou como processo benéfico para sua cura. Podemos explorar o interrogatório médico de tal modo que o paciente perceba que, falar sobre a espiritualidade não implica em se comprometer com uma religião e que uma e outra podem ser perfeitamente separadas.
Método de Avaliação.

Aprendemos a adotar um critério arbitrário em que a espiritualidade do paciente é  avaliada em três domínios (1) :

O Domínio da crença: aqui, o paciente revela suas crenças ou não, na existência de Deus, na existência e imortalidade da Alma, no mundo invisível onde habitam os espíritos, na possibilidade de sua comunicação com o seu Deus, na reencarnação, na comunicação dos espíritos conosco.

Esta relação com a espiritualidade que os pacientes costumam se referir é, quase sempre, muito específica e individual sendo, as vezes, muito difícil de serem expressas em palavras, já que está ligada a uma crença que é intransferível, sagrada para cada um que a aceita e implica, como exigência máxima, o respeito que cada  um espera ter para sua convicção própria.

O Domínio da prática: refere-se ao comportamento que cada um desenvolve em relação as suas crenças ou a religião que diz adotar. Assim, identificaremos os freqüentadores ocasionais e os assíduos, os participantes e os indiferentes, os curiosos e os inquiridores, todos eles com maior ou menor empenho em por em prática o que ouve das lições que sua religião se dispões a ensinar.

O Domínio da experiência  transcendente: é a participação, freqüentemente “traumática”, episódica, ocasional ou persistente e controlada que certas pessoas desfrutam com a espiritualidade. Temos os exemplos de pessoas que são surpreendidas pela visão de uma entidade espiritual, coisa que possa ter-lhe acontecido apenas uma vez na vida ,mas, que lhe marcou profundamente. Outros, num momento de forte stress, como um acidente de automóvel ou a queda de avião, em que são os únicos sobrevivente, se sentiram, a partir daí, tocados por uma atuação privilegiada das divindades que o protegem. Estão neste grupo, também, aqueles casos de relatos das experiências fora do corpo, que traduzem um desdobramento do corpo espiritual, com um deslocamento mais ou menos demorado pelo mundo espiritual. Nestes casos, pode ou não haver consciência de contatos com entidades que os amparam nestes deslocamentos “fora do corpo”. Entre tantos outros exemplos, precisa ser destacada, também, com ênfase, toda a fenomenologia mediúnica que a doutrina espírita tem o privilégio de esclarecer em seus pormenores, revelando os insondáveis caminhos da mediunidade cujos canais de comunicação nos põe em contato com a espiritualidade. Na experiência transcendente da mediunidade, a disciplina moral exerce um papel produtivo no grau de elevação espiritual do fenômeno
A Fisiopatogenia

A possibilidade de existir uma doença espiritual só pode ser aceita com a crença em um novo paradigma que a doutrina espírita introduz em seus fundamentos (2) .

O Espiritismo ensina que Deus é a “Inteligência Suprema do Universo” e  tudo que existe faz parte da sua criação.

Cada um de nós é um espírito encarnado que está em processo de aprendizado que, necessariamente, vai nos levar a perfeição. depois de um número inimaginável de reencarnações, neste, e em outros mundos onde também existe a vida.

Quando o corpo perece, a Alma que o anima passa a viver no mundo espiritual onde estão todos dos outros espíritos que nos precederam. Este mundo espiritual está em estreita ligação com o mundo material que habitamos e os Espíritos que aí vivem exercem constantemente uma forte interferência em nossas vidas.

Além do corpo físico, cada um de nós se serve de outro corpo de natureza intermediária entre  a nossa realidade física e o mundo espiritual. Este corpo espiritual ou perispírito é  consolidado pelo “fluido cósmico” disponível em cada um dos mundos habitados.

O pensamento é força criadora proveniente do Espírito que o impulsiona. Mesmo conhecendo muito pouco de suas propriedades, sabemos que a energia mental que o pensamento exterioriza, exerce total influência no corpo espiritual, modificando sua forma, sua aparência e sua consistência. É por isto que, Allan Kardec, afirmou que, situa-se no perispírito a verdadeira causa de muitas doenças e a Medicina teria muito a ganhar quando compreendesse melhor sua natureza (3).

Cada um de nós vive em sintonia com o ambiente espiritual que suas atitudes e seus desejos constróem para si próprio.
Diagnóstico da Doença ou Manifestação Espiritual

A mim parece que temos no meio espírita dois vícios de interpretação das manifestações da espiritualidade. Quase sempre, aquele que busca no centro espírita uma orientação diante  seus problemas, vai ouvir que seu caso é de “obsessão” ou no mínimo de “mediunidade” e que ele “precisa se desenvolver”.

É preciso reconhecer que, enquanto criaturas humanas que somos, percorrendo mais uma encarnação no planeta, pertencemos a um vastíssimo grupo de espíritos que, sem exceção, ainda está muito endividado e comprometido com seus resgates para imaginarmos que algum de nós possa se aventurar a dizer que não tem qualquer problema espiritual. No meio médico os alemães costumam dizer que “só tem saúde aquele que ainda não foi examinado”. Do ponto de vista espiritual uma afirmação deste tipo, longe de ser um exagero da exigência minuciosa dos germânicos, é uma verdade que só aquele que não se deteve em examinar sua consciência pode contestar.

Classificação:

Considerando a fisiopatogenia das doenças espirituais costumamos adotar o seguinte conjunto de diagnósticos (4) :

1 – Doenças espirituais auto-induzidas:

  • Desequilíbrio vibratório
  • auto-obsessão

2 – Doenças espirituais  compartilhadas:

  • Vampirismo
  • Obsessão

3 – Mediunismo

4 – Doenças cármicas
Desequilíbrio Vibratório

O perispírito é um corpo intermediário que permite ao espírito encarnado exercer suas ações sobre o corpo físico. Sua ligação é feita célula a célula atingindo a mais profunda intimidade dos átomos que constitui a matéria orgânica do corpo físico. Esta ligação se processa as custas das vibrações que cada um dos dois corpos, o físico e o espiritual possuem (5) . Compreende-se então que este “ajuste” exige uma determinada sintonia vibratória. O perispírito não é prisioneiro das dimensões físicas do corpo de carne e pode manifestar suas ações alem dos limites do corpo físico pela projeção dos seus fluidos. A sintonia e a irradiação do perispírito são dependentes unicamente das projeções mentais que o espírito elabora. Assim, a aparência e a relação entre o corpo físico e o corpo espiritual são dependentes exclusivamente do fluxo de idéias que construímos.

Devemos reconhecer que, de maneira geral, o ser humano ainda perde muito dos seus dias comprometido com a crítica aos semelhantes, o ódio, a maledicência, as exigências descabidas, a ociosidade, a cólera e o azedume entre tantas outras reclamações levianas contra a vida e contra todos. O orai e vigiai ainda está distante da nossa rotina e a tentação de enumerar os defeitos do próximo ainda é muito grande.

São estes os motivos que desajustam a sintonia entre o corpo físico e o perispírito. É esta desarmonia que desencadeia as costumeiras sensações de mal estar, de “estafa” desproporcional, a fadiga sistemática, a dispnéia suspirosa onde o ar parece sempre faltar, os músculos que doem e parecem não agüentar o corpo (6) . A enxaqueca que o médico não consegue eliminar, a digestão que nunca se acomoda e tantas outras manifestações tidas a conta de “doenças psicossomáticas”. São tantos a procurarem os médicos, mas muito poucos a se dedicarem a uma reflexão sobre os prejuízos de suas mesquinhas atitudes.
A Auto-obsessão

O pensamento é energia  que  constroi  imagens que se consolidam  em torno de nós desenhando um “campo de representações” de nossas idéias.  A custa dos elementos absorvidos do “fluido cósmico universal”, as idéias tomam formas, sustentadas pela intensidade com que pensamos no que esta idéia propõe. A matéria mental (7) constrói em torno de nós uma “atmosfera psíquica” (psicosfera) onde estão representados os nossos desejos. Neste cenário estão os personagens que nos aprisionam o pensamento  pelo amor ou pelo ódio, pela inveja ou pela cubiça, pela indiferença ou pela proteção que projetamos para os que queremos bem.

Da mesma forma, os medos, as angústias, as mágoas não resolvidas, as idéias fixas, o desejo de vingança, as opiniões cristalizadas, os objetos de sedução, o poder ou os títulos cobiçados, também se estruturam em “idéias-formas” . A partir daí seremos prisioneiros do próprio medo, dos fantasmas da nossa angústia, das imagens dos nossos adversários, da falsa ilusão dos prazeres terrenos ou do brilho ilusório das vaidades humanas.

A matéria mental produz a  “imagem” ilusória que nos escraviza. Por capricho nosso, somos “obsidiados” pelos próprios desejos.
As Doenças Espirituais Compartilhadas

Incluímos aqui o vampirismo e a obsessão. Dizemos compartilhada porque, são produzidas pela associação perturbadora de um espírito desencarnado e sua vítima, estando ambos sofrendo de um mesmo processo psicopatológico. A participação como vítima ou réu, freqüentemente se alterna entre eles.
Vampirismo (8)

O mundo espiritual é povoado por uma população numerosíssima de espíritos que segundo informes deve ser  4 a 5 vezes maior que os 6 bilhões de Almas encarnadas em nosso planeta. Como a maior parte desta população de espíritos, deve estar habitando as proximidades dos ambientes terrestres onde flui toda vida humana, não é de estranhar que, estes espíritos, estejam compartilhando conosco todas as boas e más condutas do nosso cotidiano (9) .

Contamos com eles como guias e protetores que constantemente nos inspiram, mas, na maioria das vezes, nós os atraímos pelos vícios e eles nos aprisionam pelo prazer.

Contam-se aos milhões os homens envolvidos com o álcool, o cigarro, as drogas ilícitas, os soporíferos, os desregramentos alimentares e os abusos sexuais.

Para todas estas situações as portas da invigilância estão escancaradas permitindo o acesso de entidades desencarnadas que passam a compartilhar conosco o elixir das satisfações mundanas da carne.

Nestes desvios da conduta humana  a mente do responsável agrega em torno de si elementos fluídicos que aos poucos vão construindo “miasmas psíquicos” com extrema capacidade corrosiva do organismo que a hospeda. O alcoolista, o drogado ou o viciado de qualquer substância constrói para si mesmo os germens que passam a lhes obstruir os funcionamentos das células hepáticas, dos glomélulos renais, dos alvéolos pulmonares, dos dúctos prostáticos, cronificando lesões que a medicina tem a conta de processos incuráveis.

As entidades espirituais viciadas compartilham os prazeres do vício que o encarnado lhes favorece e ao seu tempo o estimula a permanecer no vício. Nesta associação há uma tremenda perda de energia por parte do responsável pelo vício, daí, a expressão, vampirismo, ser muito adequada para definir esta parceria.
Obsessão

No decurso de cada encarnação a misericórdia de Deus nos permite usufruir das oportunidades que melhor nos convém para estimular nosso progresso espiritual. Os reencontros ou desencontros são de certa maneira planejados ou atraídos por nós para os devidos resgates de compromissos que deixamos para traz ou as facilidades aparecem para cumprimos as grandes promessas que desenhamos no plano espiritual.

É assim que, pais e filhos, se reencontram como irmãos, como amigos, como parceiros de uma sociedade comum na atividade humana. Marido e mulher que se desrespeitaram, agora se reajustam como, pai e filha, chefe e subalterno ou como parentes distantes que a vida dificulta a aproximação. Mães que desprezaram os filhos, hoje passam de consultório a consultório  numa peregrinação onde desfilam dificuldade para terem de novo seus próprios filho. A vida de uma maneira ou de outra vai reeducando a todos. Os obstáculos que à primeira vista parecem castigo ou punição trazem no seu emaranhado de provas a possibilidade de recuperar os danos físicos ou morais que produzimos no passado.

Com freqüência, ganhamos ou perdemos na grande luta da sobrevivência humana. Nenhum de nós percorre esta jornada sem ter que tomar decisões, sem deixar de expressar seu desejos e sem fazer suas escolhas. É aí que muitas e muitas vezes contrariamos as decisões, os desejos e as escolhas daqueles que convivem próximo de nós.

Em cada existência amontoamos pessoas que não nos compreenderam, amigos que nos abandonaram por se contrariarem com opiniões diferentes da nossa, sócios que não cumpriram seus compromissos conosco, parentes ou simples conhecidos que difamaram gratuitamente nosso nome.

Em muitas outras ocasiões do passado, já tivemos oportunidade de participar de grandes disputas financeiras, de crimes que a justiça terrena não testemunhou, de aborto clandestino que as  alcovas esconderam e de traições que a sociedade repudiou e escarneceu

Nos rastros destas mazelas humanas, nós todos, sem exceção, estamos endividados e altamente comprometidos com outras criaturas, também humanas e exigentes como nós mesmos, que, agora, estão a nos cobrar outros comportamentos, a nos exigir a quitação de dívidas que nos furtamos em outras épocas e a persistirem no seu domínio procurando nos dificultar a subida mais rápida para os mais elevados estágios da espiritualidade.

Embora a ciência médica de hoje ainda não a traga em seus registros nosológicos, a obsessão espiritual, na qual uma criatura exerce seu domínio sobre a outra, este é de longe o maior dos males da patologia humana.

Nas obras básicas do Espiritismo, Allan Kardec, esclareceu que a obsessão se estabelece em três domínios  de submissão crescente : a “obsessão simples”, a  “fascinação” e a “subjugação”. Os textos clássicos de Kardec e toda literatura espírita subsequente, principalmente de André Luiz e seus abnegados interpretes como Marlene Rossi Severino Nobre ( A obsessão e suas máscaras) são mais do que suficientes para nos esclarecerem sobre este tema.
Mediunismo

Pretendemos, com esta denominação, discutir os quadros de manifestações sintomáticas apresentadas por aqueles que, incipientemente, inauguram suas manifestações mediúnicas (10) . Com muita freqüência, a mediunidade, para certas pessoas, se manifesta de forma tranqüila e é tida como tão natural que, o médium, quase sempre ainda muito jovem, mal se dá conta de que, o que vê, o que percebe e o que escuta, de diferente, são comunicações espirituais e que só ele está detectando estas manifestações, embora, lhes pareçam ser compartilhadas por todos.

Outras vezes, os fenômenos são apresentados de forma abundante e o principiante é tomado de medos e insegurança, principalmente, por não saberem do que se trata e costumam se retraírem, por perceberem que são diferente das  pessoas com quem convivem.

Em outras ocasiões, temos a mediunidade atormentada por espíritos perturbadores e o médium, sem contar com qualquer proteção que o possa ajudar, se vê as voltas com uma série de quadros da psicopatologia humana. Freqüentemente ocorrem crises do tipo pânico, histeria ou manifestações somatiformes que se expressam em dores, paralisias, anestesias,  “inchaço” dos membros, insônia rebelde, sonolência incontrolável etc.

Uma grande maioria tem pequenos sintomas psicossomáticos e se sentem influenciados ou acompanhados por entidades espirituais (11) . São médiuns com aptidões ainda muito acanhadas que estão em fase de aprendizado e domínio de suas potencialidades. Trata-se de uma tenra semente que precisa ser cultivada para se desabrochar.
Doenças Cármicas

Sempre que pelas nossas intemperanças desconsideramos os cuidados com o nosso corpo e nas vezes que por agressividade gratuita atingimos o equilíbrio físico ou psíquico do nosso próximo, estamos imprimindo estes desajustes nas células do corpo espiritual que nos serve.

É assim que, na patologia humana, ficam registrados os quadros de “lúpus” que nos compromete as artérias, do “pênfigo” que nos queima a pele, das “malformações” que deformam o coração ou o cérebro, da “esclerose múltipla” que nos imobiliza no leito ou das demência que nos compromete a lucidez e nos afasta da sociedade.

Precisamos compreender que estas e todas as outras manifestações de doença não devem serem vistas  a conta de castigos ou punições.

O Espiritismo ensina que estas e todas outras dificuldades que enfrentamos, são oportunidades de resgate, as quais, com freqüência, fomos nós mesmos quem as escolhemos para acelerar nosso progresso e nos alavancar da retaguarda que as vezes nos mantém distantes daqueles que nos esperam adiante de nós.

Mais do que a cura das doenças, a medicina tibetana,  há milênios atrás, ensinava que, médico e pacientes, devem buscar a oportunidade da iluminação. Os padecimentos pela dor e as limitações que as doenças trazem, nos possibilitam o esclarecimento se nos predispormos a buscá-lo. Mais importante do que aceitar o sofrimento numa resignação passiva e pouco produtiva, faz-se necessário, superar qualquer limitação ou revolta, para promovermos o crescimento espiritual, através desta descoberta interior e individual.
Tratamento da Doenças Espirituais

Corrigir os problemas espirituais implica em reeducar o espírito. Os tratamentos sintomáticos podem trazer um socorro imediato ou um alívio importante, mas, transitório.

Percorrer as casas espíritas em busca de alívio pelo passe magnético, pela água fluida magnetizada com os fluidos revitalizadores ou para desfrutar de alguns momentos de saudável harmonia com a espiritualidade, apenas repetem as buscas superficiais que a maioria das pessoas fazem em qualquer consultório medico ou recinto de cura de outras instituições religiosas que prometem curas rápidas.

Trabalhar para conhecer e tratar a doença espiritual exige uma reforma interior que demanda esforço, disciplina e dedicação.

Neste sentido o médico não está ali para controlar a doença de quem o procura, mas, deve se comprometer em desempenhar o papel de orientador seguro, com atitudes condizentes com as que propõe ao paciente.

O postulado número um neste tratamento deve ser, portanto, um código de conduta moral, que deve partir do compromisso que o médico e qualquer outro terapeuta deva assumir.

São de grande sensibilidade os conselhos de Allan Kardec:

“…Dome suas paixões animais; não alimente ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; não se deixe dominar pelo egoísmo; purifique-se, nutrindo bons sentimentos; pratique o bem; não ligue às coisas deste mundo importância que não merecem (12) ”.

No nosso ambiente de trabalho temos adotado conduta simples que até agora tem nos parecido de grande repercussão no tratamento:

Desde a sala de espera, criamos um ambiente onde o paciente já começa a perceber que nosso trabalho está comprometido com a espiritualidade. Sem qualquer ostentação de misticismo vulgar ou crenças supersticiosas, na sala de espera, o paciente lê um convite para participar da nossa reunião de “diálogo com o evangelho” feita no período da manhã. Entre outras mensagens, as quais ele pode retirar e levar para uma leitura mais demorada, fizemos constar a presença de um “livro de preces” onde pode ser colocado nomes e endereços para serem encaminhadas as “vibrações” nos dias da leituras do evangelho, que são sempre precedidas e encerradas com meditação e prece.

Os quadros de obsessão e outras patologias nos quais se supõe interferências mais graves de entidades espirituais, devem ser obrigatoriamente referidos para as casas espíritas, que estão preparadas adequadamente para lidarem com estes dramas.
1- Ver: Willian Miller: Integrating Spirituality into Treatment: Resource for Practioners

2- Ver: “Paradigmas Espíritas na Prática Médica” no meu livro “Muito Além dos Neurônios”.

3- Livro dos Espíritos. Alan Kardec.

4- A classificação que aqui adotamos é arbitrária. Nós a temos divulgado em várias ocasiões, sempre que falamos sobre “Doenças Espirituais”. O livro Missionários da Luz de André Luiz/Chico Xavier nos serviu de inspiração para a descrição dos quadros aqui apresentados.

5- Mecanismos da Mediunidade. André Luiz/Chico Xavier.

6- Livro dos Espíritos. Ver pergunta 471.

7- Mecanismos da Mediunidade. André Luiz/Chico Xavier

8- Este termo é sugerido por André Luiz. Ver : Missionários da Luz.

9- Livro dos Espíritos. Ver perguntas 456, 457 e 459.

10- Livro dos Médiuns. Ver: Capítulo XVIII. “Dos inconvenientes e perigos da mediunidade”.

11- Livro dos Espíritos. Ver: “Influência Oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos”. Perguntas  459 a 472.

12- Livro dos Espíritos. Pergunta 257. Ver : Texto de Alan Kardec sobre: “Ensaio Teórico das Sensações nos Espíritos”. Págs. 165 a 170.

CIRURGIAS E CURAS MEDIÚNICAS

Enrique Baldovino – Foz do Iguaçu

Esta matéria foi veiculada na cidade de Foz do Iguaçu no jornal leigo “A Gazeta do Iguaçu”, de julho/97, por ocasião da chegada em nossa região, de vários médiuns ditos “espíritas”, que ofertavam e prometiam ao público em geral, através das rádios, jornais etc., “operações e curas espirituais”.

PERGUNTA: O Centro Espírita deve desenvolver atividades de cirurgia mediúnica?

DIVALDO PEREIRA FRANCO: Transformarmos o Centro Espírita em pequeno hospital para atendimento de todas as mazelas é uma temeridade, uma loucura. Isso seria um desvio da finalidade da prática do Espiritismo. Podemos, sim, fazer uma atividade de atendimento a doentes que são portadores de problemas na área da saúde espiritual. Poderemos aplicar-lhes passes, doar-lhes a água fluidificada, se for o caso, embora não sendo essa terapêutica a condição precípua do Centro Espírita. A função principal do Centro Espírita é iluminar a consciência daqueles que o buscam e, quando na área da prática do Espiritismo, atender as pessoas necessitadas de todo jaez.
Chico Xavier, que eu sabia, é a maior antena transceptora na área da mediunidade, do século. No entanto, está assistido por médicos terrestres. Ele tem um médico cardiologista, um clínico geral, seu amigo, um urologista etc. O Espírito do Dr. Fritz quis cirurgiá-lo, em 1965, através do médium não espírita Arigó: – Eu te ponho bom desse olho. Faço-te a cirurgia agora! O Chico respondeu-lhe: – “Não, isso é um carma. Eu sei que o senhor pode consertar o meu olho. Mas como o carma continuará, vai aparecer-me outra doença. Como eu já estou acostumado com essa, eu a prefiro. Por que eu iria querer uma doença nova?” (W.O.A.).

PERGUNTA: Como se encaram as cirurgias astrais?

DIVALDO FRANCO: Acreditamos que as cirurgias astrais são válidas, desde que o paciente esteja com o seu carma liberado. Daí, constatar-se que nem toda interferência ;de ordem espiritual, no campo cirúrgico, dá o resultado que seria de esperar-se. Aliás, mesmo no Evangelho, encontramos uma referência: nem todos aqueles que buscaram Jesus foram curados, porque tinham dívidas, e essas dívidas não estão resgatadas, é óbvio que a cura não se poderia dar.

PERGUNTA: Há um velho conceito de que o Espiritismo tem sido vítima de muitos mistificadores, especialmente os chamados curandeiros, benzedores etc. Até onde, como e quando o Espiritismo pode realmente curar doenças, do corpo ou do Espírito?

DIVALDO FRANCO: As ciências não passaram incólumes aos mistificadores, as artes, as correntes filosóficas, nem tampouco as diversas religiões. Natural que o Espiritismo servisse de campo, também, por fenômeno natural, a pessoas desonestas, inescrupulosas. O objetivo essencial do Espiritismo é “estudar as origens do Espírito, sua natureza, seu destino e as relações que existem entre o mundo corporal e o mundo espiritual”, explicando a vida espiritual à luz da lógica e da razão. Por conseqüência, conclamando a uma renovação interior, auxilia-o a libertar-se de inúmeras enfermidades, particularmente por meio da fluidoterapia, auxiliando e libertando os portadores de obsessões para os quais até o momento a Ciência Oficial não tem conseguido mais expressivos resultados. Sabemos que “há doentes e não doenças”, conforme o conceito da hodierna Psicossomática. Logo, ;o problema está no espírito e não no corpo. Desde que o espírito se conscientize das responsabilidades que lhe dizem respeito durante a jornada humana, se depura, se renova, se liberta dos fatores predisponentes e preponderantes que levam às enfermidades de portes os mais variados (In “Viagens e Entrevistas”, D.P.F.).

Parte II

O VOCABULÁRIO ESPÍRITA.
Essas associações mediúnicas ou pessoas particulares que realizam cirurgias ditas espirituais, pelo Brasil afora, bem que poderiam ser mais honestas e verdadeiras consigo próprias e com o público em geral, retirando a palavra “espírita” das suas respectivas denominações (palavra criada por Allan Kardec a 18 de abril do ano de 1.857, para denominar os adeptos da Doutrina Espírita, que por sinal nada têm a ver com as cirurgias mediúnicas), colocando nos seus agrupamentos – religiosos, filosóficos, científicos ou não – a palavra espiritualista ou outra denominação que não seja a espírita, a fim de não mais confundir propositadamente o povo, no tocante ao que é Espiritismo e ao que não é, ao que é mediunidade com Jesus e ao que é simplesmente Mediunismo.

IRRESPONSABILIDADE.
Respondendo a uma pergunta do público, o médium Raul Teixeira falou ( no III Simpósio Paranaense de Espiritismo, realizado em Curitiba em 8, 9 e 10 de agosto/97) que muitas das pessoas que enfrentaram esse tipo de “operação cirúrgica espiritual”, submetendo-se a instrumentos cortantes de todo jaez, hoje encontram-se – numa grande quantidade – paraplégicas ou tetraplégicas, ou com sequelas e amputações graves produzidas pela mão dum irresponsável, dito doutor espiritual (seja Espírito ou médium), que, em poucos minutos e em nome da insensatez, acha que pode suprir o árduo conhecimento dos médicos, haurido em largos anos de estudo universitário em favor da Humanidade. No mesmo Simpósio, disse que as pessoas, em geral, que se referem às cirurgias mediúnicas como sendo uma verdadeira panacéia, não têm uma postura investigativa séria, porque teriam de fazer um detalhado e profundo acompanhamento após esses casos de pseudo-curas, para saberem as reais condições de como ficou a pessoa atendida após o “ato cirúrgico”.

Nós somos do pensamento que as pessoas são livres para frequentar o lugar que prefiram. É uma questão de liberdade e de consciência. Mas não podemos deixar de considerar que, muitas vezes, por situações limites de dor pelas quais passam, ou ante a iminência de não saber o que fazer ante o sofrimento de um ser amado, essas pessoas, muitas vezes desavisadas, mal informadas ou enganadas por pseudo-religiosos, procuram esse tipo de tratamento, onde lhe é proposta a “terapia espírita” das operações cirúrgico-mediúnicas.

Aí é que nós, os que realmente nos chamamos de espíritas, entramos na questão, porque em verdade eles poderiam haver proposto aos seus “clientes ou pacientes” uma terapia mediúnico-cirúrgica ou simplesmente espiritualista, sem ostentar na legenda das suas instituições o qualificativo “espírita”, mas preferem valer-se da seriedade e do prestígio que o Espiritismo goza na sociedade brasileira e mundial, para macular e servir-se do nome da veneranda Doutrina Espírita, em atenção a seus caprichos e vaidades personalistas. Por outro lado, se esses agrupamentos não se auto-intitulassem de “espíritas”, nenhum problema haveria, porque eles próprios seriam responsáveis ante a lei pelos atos praticados (ainda que o Espiritismo não concorde com esse s atos), tendo essas denominações religiosas espiritualistas suas próprias convicções respeitadas, com o amparo da Constituição do Brasil, na parte da Liberdade de Cultos.

DESINFORMAÇÃO, IGNORÂNCIA OU MÁ FÉ.
Vale salientar que os vocábulos espiritualista, espiritual e espiritualismo têm já uma acepção bem definida, como oportunamente disse Allan Kardec ao começar a sua Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, que se encontra na primeira página de O Livro dos Espíritos. Dar-lhes uma nova para as aplicar ao Espiritismo seria multiplicar as causas já numerosas de anfibologia (ambiguidade linguística). Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem crê haver em si outra coisa que a matéria, é espiritualista (a maioria das religiões conhecidas – ainda que com diferenças de interpretação – acreditam na sobrevivência da alma, sendo, portanto, espiritualistas). Mas não se segue daí que possuam todos os postulados ou princípios básicos que norteiam a Doutrina Espírita (Existência de Deus; Existência e Imortalidade da Alma; Reencarnação; Comunicabilidade dos Espíritos e Pluralidade dos Mundos Habitados). É por isso que o sábio codificador Allan Kardec complementa, na fonte citada: “Em lugar das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos para designar esta última crença ( a Doutrina Espírita) as de espírita e de Espiritismo, das quais a forma lembra a origem e o sentido radical, e que, por isso mesmo, têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, reservando à palavra espiritualismo a sua acepção própria. (…) Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas ou, se o quiserem, os espiritistas. (…) Com uma palavra para cada coisa, todo o mundo se entenderia”.

E nós sabemos, pela desinformação que algumas pessoas possuem – umas por ignorância, outras por má fé -, que elas acreditam que onde haja Espíritos ou médiuns, aí há Espiritismo, quando realmente não é bem assim. A mediunidade não é patrimônio da Doutrina Espírita; os Espíritos comunicam-se com os homens desde a mais remota antiguidade. O que o Espiritismo fez, a partir do ano de 1.857, foi reunir a gama de fatos e feitos mediúnicos, dar-lhes uma classificação e uma denominação específicas, destacar os valores ético-morais de sua prática, nortear-lhes sua utilidade e explicá-los claramente ao público.

CONCLUSÃO
Uma última questão a considerar: os respeitáveis médiuns espíritas Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e José Raul Teixeira conhecem (pelo Brasil afora) e discordam das pessoas que vivem economicamente deste tipo de “negócio das consultas cirúrgicas”, dedicando quase todas as horas do dia e da noite a atender nas suas residências, ou noutros locais (quem pagará o aluguel?), lucrando monetariamente com a dor alheia. Outros dizem que não cobram nada, mas sempre pedem alguma coisa em troca pelo seu “serviço” ( quem paga os materiais descartáveis ou não, usados nas “operações”?). Outros, ainda, abandonam literalmente seus compromissos familiares e profissionais para “dispor de mais tempo”. A fim de atender diuturnamente, explorando cada vez mais o povo sofredor.

Não seria mais leal e humano encaminhar os portadores de problemas físicos diretamente aos médicos, a esses dignos profissionais da Medicina, os quais estudaram anos a fio para exercer tão nobre profissão? Usemos o bom senso!

Consequentemente, tanto na teoria quanto na prática, as cirurgias e operações mediúnicas ditas espirituais e a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec estão situadas em campos totalmente distintos, e não podem ser a “mesma coisa”, como geralmente se diz. Essa distinção, aliás muito clara – como costumava falar o saudoso Deolindo Amorim -, não impede, todavia, que haja respeito mútuo, espírito de compreensão e tolerância, sem ser necessário chegar-se ao extremo de forçar a fusão de crenças e de práticas totalmente divergentes. Em matéria religiosa (não há quem não saiba disto) cada qual se inclina para o lado que lhe agrada. É problema de consciência. Nosso objetivo é apenas este: deixar suficientemente esclarecido que as operações e cirurgias mediúnicas ditas espirituais não constituem, de forma alguma, variante nem modalidade do Espiritismo.

(Publicado no Jornal Mundo Espírita – Junho/98 – nº 1367 – pag. 12

Cirurgias Espirituais

Por: Tácito Sgorlon. Associação Médico Espírita de Ribeirão Preto(AMERP)

Por meio de descobertas arqueológicas, descobrimos que os povos da antiguidade, como os egípcios, já realizavam operações complexas, fato que comprova grande desenvolvimento e inteligência desse povo. Este povo fez grandes avanços na medicina graças ao seu sofisticado processo de mumificação de corpos. Os mumificadores, ao abrirem os corpos dos faraós para retirar as entranhas, conseguiam muitas informações sobre a anatomia humana.

Na Idade Média, era comum que o médico procurasse curar praticamente todas as doenças utilizando o recurso da sangria. Este era feito, principalmente, com a utilização de sangue-sugas. Porém, neste período os conhecimentos avançaram pouco.

No período do Renascimento Cultural (séculos XV e XVI ) houve um grande avanço da medicina. Movidos por uma grande vontade de descobrir o funcionamento do corpo humano, médicos buscaram explicar as doenças através de estudos científicos e testes de laboratório.

No século XX, o progresso da medicina acompanhou de perto o desenvolvimento das demais ciências. Podemos afirmar, sem medo de errar, que a medicina evoluiu mais no século XX do que em toda a história da humanidade. Do ponto de vista científico podemos registrar, em um visão retrospectiva, descobertas notáveis que modificaram os destinos da humanidade:

  1. Imunização preventiva
    2. Descoberta dos antibióticos
    3. Isolamento e síntese de hormônios e vitaminas.
    4. Métodos diagnósticos por imagens
    5. Técnicas bioquímicas de alta sensibilidade
    6. Fibroendoscopia
    7. Engenharia genética
    8. Fecundação artificial
    9. Cirurgia cardíaca e transplante de órgãos.
    10. Psicanálise e psicofarmacologia

Além do progresso científico, houve, igualmente, uma evolução de conceitos a respeito de saúde e doença; saúde já não é apenas ausência de doença, mas um estado de completo bem-estar físico, mental e social, conforme definição da Organização Mundial de Saúde.

As implicações da espiritualidade na saúde vêm sendo estudadas cientificamente. Já foram descritos vários instrumentos para mensuração de bem-estar espiritual 04,05,06,07,08,09,10,11,12. É plenamente reconhecido que a saúde de indivíduos é determinada então ,pela interação de fatores físicos, mentais, sociais e espirituais12. Os profissionais da saúde já contam com indicações científicas do benefício da exploração da espiritualidade na programação terapêutica de virtualmente qualquer doença. Não se trata mais de caridade ou medicina complementar; trata-se agora de ciência e tratamento médico. Trata-se de dar sentido verdadeiro a essa usual frase, citada por Koenig23: “Curar algumas vezes, aliviar freqüentemente, confortar sempre”.

Quanto à origem das enfermidades, podemos classificá-las como sendo provenientes de duas fontes. Numa, a causa do mal reside na alteração da estrutura orgânica, provocada por uma causa física qualquer. Na outra, temos um tipo de enfermidade, onde   fluidos espirituais impregnados de baixo magnetismo, atuam no corpo espiritual causando desarmonia no funcionamento do corpo físico. A primeira fonte de enfermidades é objeto de estudo da medicina humana. A segunda, deveria ser preocupação dos estudiosos da ciência espírita, uma vez que a terrena ainda não aceita a existência do mundo invisível

Uma modalidade de tratamento é a cirurgia espiritual sendo relizada por cortes ou sem cortes dos tecidos.De acordo com o artigo “Curas paranormais realizadas por João Teixeira de Farias” ,temos o seu relato: “Os pacientes que receberam a indicação de cirurgia podem optar entre a “cirurgia visível” ( com incisões e objeto dessa pesquisa) e a “cirurgia invisível”, que seria realizada no “corpo espiritual” enquanto os pacientes permanecem deitados em uma sala reservada. O médium afirma não ser necessária a “cirurgia visível”, sendo realizada apenas naqueles que não acreditam na “invisível” e desejam comprovação do tratamento através de cortes2.” Com o estudo do doutrina ,sabemos que o procedimento cirúrgico espiritual não necessita de cortes pois o tratamento é realizado no perispírito do indivíduo,porém não podemos desprezar o efeito placebo que o corte do corpo físico proporciona.

No que se refere aos poderes curativos, temo-los em Jesus nas mais altas afirmações de grandeza. Cercam-no doentes de variada expressão. Paralíticos estendem-lhe membros mirrados, obtendo socorro. Cegos recuperam a visão. Ulcerados mostram-se limpos. Alienados mentais, notadamente obsidiados diversos, recobram equilíbrio.
É importante considerar, porém, que o Grande Benfeitor a todos convida para a valorização das próprias energias.
Reajustando as células enfermas da mulher hemorroíssa, diz-lhe convictamente : – “Filha, tem bom ânimo! A tua fé te curou.” (Mateus 9:22). Logo após, tocando os olhos de dois cegos que lhe recorrem à caridade, exclama: -“Seja feito segundo a vossa fé!” (Mateus 9:29).
Não salienta a confiança por simples ingrediente de natureza mística, mas sim por recurso de ajustamento do princípios mentais, na direção da cura.
E encarecendo o imperativo do pensamento reto para a harmonia do binômio mente-corpo, por várias vezes o vemos impelir os sofredores aliviados à vida nobre, como no caso do paralítico de Betesda, que, devidamente refeito, ao reencontrá-lo no templo, dele ouviu a advertência inesquecível: – “Eis que já estás são. Não peques mais, para que não te suceda coisa pior.” (João 5:14).

A neurofisiologia sugere que o pensamento é um processo contínuo que se expressa na atividade dos neurônios do cérebro. Pode-se depreender que os corpúsculos de Nissl(Retículo Endoplasmático Rugoso), estando diretamente ligados a produção de proteínas, exercem um papel fundamental na fisiologia cerebral. André Luiz, em psicografia de 1958 (Evolução em dois Mundos), destacou a importância dos corpúsculos de Nissl ensinando que aí a mente fixa seus propósitos transmitindo pelo pensamento as idéias que o Espírito projeta no cérebro. A partir das percepções dos sentidos, o Espírito renova suas idéias, projeta na rede de neurônios sua energia que resulta em pensamentos capazes de se adequarem no cérebro, produzindo nossos atos.Portanto, afirmar que o Espírito exerce atuação direta nos corpúsculos de Nissl, como ensinou André Luiz, nos permite supor que é o Espírito que em última análise constrói o tipo de neurônios que estrutura o cérebro de cada um de nós.

Compreendendo-se o envoltório psicossomático por templo da alma, estruturado em bilhões de células a se caracterizarem por atividade incessante, é natural imaginemos cada centro de força e cada órgão por departamento de trabalho, interdependentes entre si, não obstante o caráter autônomo atribuível a cada um.
Semelhantes peças, no entanto, obedecem ao comando mental, sediado no cérebro, que lhes mantém a coesão e o equilíbrio, por intermédio das oscilações inestancáveis do pensamento.
Salientando-se que o sistema hemático do corpo físico representa o conjunto das energias circulantes no corpo espiritual ou psicossoma, energias essas tomadas em princípio pela mente, através da respiração, ao reservatório incomensurável do fluido cósmico, é para ele que nos compete voltar a atenção, no estudo de qualquer processo fluidoterápico de tratamento ou de cura.
A Doutrina Espírita revela que os espíritos, depois de sua desencarnação, ocupam-se, na Espiritualidade, das mesmas atividades que eles desempenhavam em vida. A causa primeira desta preocupação estaria no condicionamento imposto ao Espírito pela sua experiência na matéria. Depois, pela sua própria vontade em servir dentro do campo de seus conhecimentos

No livro “Evolução em Dois Mundos”, página 213, há uma questão ventilada por André Luiz, cujo teor fala da Medicina no Mundo dos Espíritos.

Pergunta – Quais os principais métodos usados na Espiritualidade para o tratamento das lesões do corpo espiritual?

Resposta: Na Espiritualidade, os servidores da medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares. Aí os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes da nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuram”.

O mecanismo da cura não é difícil de ser compreendido, pois é conhecido de todos. Nas enfermidades localizadas no corpo carnal, o processo terapêutico convencional, através de medicação, procura substituir as moléculas desorganizadas, enfermiças, por outras saudáveis. Isto se faz com o uso da química farmacêutica e, em alguns casos, pela conduta cirúrgica.

Nas doenças provenientes do corpo espiritual o processo curativo é exatamente o mesmo, só que realizado por médicos desencarnados. Livres da matéria, os Espíritos podem se encarregar desta tarefa com precisão, pois a tudo penetram com facilidade. Neste último caso, as moléculas substituídas são as do perispírito, causando consequências diretas na organização física. A este processo chamamos “operação espiritual”.

Os Espíritos Superiores, ligados à área da medicina, realizam as atividades curativas, tendo em vista o alívio do sofrimento dos enfermos que buscam conforto nas casas de caridade.

“A mediunidade curadora não vem suplantar a medicina e os médicos; vem simplesmente provar que há coisas que eles não sabem e os convidar para estudá-las; que a natureza tem recursos que eles ignoram; que o elemento espiritual que eles desconhecem, não é uma quimera, e que, quando o levarem em conta, abrirão novos horizontes à ciência e terão mais êxitos do que agora” (Allan Kardec, Revista Espírita, novembro de 1866).

A medicina humana será muito diferente no futuro, quando a Ciência puder compreender a extensão e complexidade dos fatores mentais no campo das moléstias do corpo físico.

  • Muito raramente não se encontram as afecções diretamente relacionadas com o psiquismo.

É necessário delinear os limites do exercício profissional, já que o médico não vai executar as tarefas de um sacerdote. O médico deve, entretanto, também ser educado para entender os assuntos espiritualistas no ambiente clínico. As expressões de espiritualidade do paciente devem ser triadas e respeitadas pelos médicos, para maximizar a eficácia terapêutica quando a espiritualidade do paciente for um fator de vida crucial1.

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Artigo:Operações Espirituais: como acontecem? Autor: José Queid Tufaile Huaixan

CIRURGIAS E CURAS MEDIÚNICAS Enrique Baldovino matéria foi veiculada no jornal “A Gazeta do Iguaçu”, de julho/97

Artigo – História da Medicina

Artigo -Espiritualidade baseada em evidências-Marcelo Saad-Danilo Masiero-Linamara Rizzo Battistella

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Artigo :DA OBRA DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/Leon Denis – Realização DO Instituto André Luiz

Cirurgia espiritual: uma investigação A.M. DE ALMEIDA ,T.M. DE ALMEIDA , A.M. GOLLNER Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP; Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, MG

Allan Kardec, Revista Espírita de 1866.

Livro:Evolução em Dois Mundos”, página 213 – Obra Chico Xavier