Sobre o sofrimento

conhecimento da dor

O ensinamento dos espíritos, sistematizado na Doutrina Espírita, esclarece que todos nós, encarnados na Terra, aqui estamos transitoriamente. Temos, no passado, inúmeras existências que ajudaram a entrelaçar os liames que nos ligam, na vida atual, a esta ou aquela pessoa, a esta ou aquela situação.

Ressaltam, os Mensageiros do Além, que existe uma lei, que poderíamos chamar de Lei de Causa e Efeito, que nos responsabiliza por todas as ações que encetamos nestas diversas transmigrações, dando a cada um na medida de suas obras.

Assim, todas as situações que nos causam sofrimento, segundo os amigos espirituais, tem uma razão de existir. Muitas vezes encontramos tais razões na vida atual, fruto de decisões equivocadas, de ações imprevidentes, de nossa vaidade ou de nosso egoísmo.

Em outras ocasiões, entretanto, somos submetidos a provações e dificuldades sem que o motivo nos pareça claro. Muitas vezes nos tomamos por esquecidos ou até injustiçados perante a justiça divina.

São nesses casos que o conhecimento oriundo da Doutrina dos Espíritos se mostra de inestimável valor, nos alertando que toda dor injustificada pelas nossas ações atuais tem sua gênese em compromissos assumidos nas existências pretéritas. Tais expiações são frequentemente solicitadas por nós antes de nosso reencarne, pois são necessárias ao nosso reequilíbrio espiritual.

Portanto, a primeira postura que devemos ter perante as provas que a vida nos apresenta é a da aceitação. Aceitar a dor significa que já somos capazes de entender nossa condição de espíritos eternos, necessitados do remédio amargo que nos possibilitará alçar voos mais altos, quando convalescermos de nossas moléstias espirituais.

Adicionalmente, precisamos mudar nossa visão de mundo. Como espíritos eternos não deveríamos circunscrever nossos anseios à brevidade de uma encarnação humana. Cabe a nós criar uma visão transcendental da vida, reconhecendo nossa realidade “pluriencarnacionista”, e não darmos tanto valor às coisas transitórias de nosso mundo material. Cerca de 500 antes de Cristo, o iluminado príncipe Sidarta Gautama já nos ensinava que o sofrimento era consequência direta do apego.

Desta forma, para sofrermos menos, precisamos elevar nossos pensamentos acima da transitoriedade do mundo. Se por um lado o nosso atual estágio evolutivo nos impõe o esquecimento do passado para que possamos reparar os erros, amando àqueles que odiamos em outras experiências, temos, na Doutrina dos Espíritos, o esclarecimento, o consolo e os instrumentos para aprendermos, aceitarmos e trabalharmos para a edificação de um futuro feliz.

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